NO CORAÇÃO DA MONTANHA

A 750 metros de altitude, em plena Serra da Lousã, encontra-se a Aigra Velha. 

Lugar antigo, de pastores e gentes humildes.
Perto do céu e de pés bem assentes na aigrenta terra, 
onde o quotidiano segue o padrão e o ritmo da natureza.

O xisto da velha - logo-03.png
 
 
PRÓXIMOS EVENTOS

  • ADIADO Conversas ao Rebanho - Ciclo de Tertúlias
    Horário a ser determinado
    O Xisto da Velha
    Horário a ser determinado
    O Xisto da Velha, 3330 Aigra Velha, Portugal
    Uso obrigatório de máscara, de acordo com as normas em vigor, emitidas pela DGS.
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  • ADIADO Conversas ao Rebanho - Ciclo de Tertúlias (Capril do Rabadão)
    Horário a ser determinado
    Góis, 3330 Góis, Portugal
    Uso obrigatório de máscara, de acordo com as normas em vigor, emitidas pela DGS.
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O DIA-A-DIA NA ALDEIA

A vida na Serra não dá tréguas. Exige um cuidado permanente.
Havendo sempre muito trabalho para poucos braços, 
a verdade é que o nosso ginásio é uma imensidão de verde e azul!

No final do dia, o corpo pede descanso e bom trato.
Acompanhe as nossas tarefas. Atrever-se-ia a passar um dia diferente?

Limpeza de Currais - Maio 2020
Limpeza de currais

Limpeza de Currais - Maio 2020
Limpeza de currais

Limpeza Currais (2)
Limpeza Currais (2)

Limpeza de Currais - Maio 2020
Limpeza de currais

LIMPEZA DOS CURRAIS

Pastoreio
Pastoreio

Pastoreio
Pastoreio

Pastoreio
Pastoreio

Pastoreio
Pastoreio

PASTOREIO

Recolha de lenha
Recolha de lenha

Preparar o Inverno (2)
Preparar o Inverno (2)

Inverno (1)
Inverno (1)

Recolha de lenha
Recolha de lenha

AQUECER O INVERNO

Adubo Natural
Adubo Natural

Adubo Natural
Adubo Natural

PREPARAÇÃO DOS TERRENOS

Limpeza_e_recuperação_Infra_estruturas
Limpeza_e_recuperação_Infra_estruturas

Limpeza_e_recuperação_Infra_estruturas
Limpeza_e_recuperação_Infra_estruturas

Limpeza_e_recuperação_de_infra-estrutu
Limpeza_e_recuperação_de_infra-estrutu

Limpeza_e_recuperação_Infra_estruturas
Limpeza_e_recuperação_Infra_estruturas

LIMPEZA E MELHORIA DAS INFRA-ESTRUTURAS

 
EXPLORE AS REDONDEZAS
Baloiço do Penedo
Baloiço dos Penedos

Baloiço do Penedo
Baloiço dos Penedos

Baloiço do Penedo
Baloiço dos Penedos

Baloiço do Penedo
Baloiço dos Penedos

BALOIÇO DOS PENEDOS

Parque Florestal da Oitava
Parque Florestal da Oitava

Parque Florestal da Oitava
Parque Florestal da Oitava

Parque Florestal da Oitava
Parque Florestal da Oitava

Parque Florestal da Oitava
Parque Florestal da Oitava

PARQUE FLORESTAL DA OITAVA

Sto Antonio da Neve (2)
Sto Antonio da Neve (2)

Santo António da Neve
Santo António da Neve

Santo António da Neve
Santo António da Neve

Sto Antonio da Neve (2)
Sto Antonio da Neve (2)

SANTO ANTÓNIO DA NEVE

Da Serra para o mundo.jpg
AIGRA VELHA
UMA HISTÓRIA DE TRABALHO

Se está em passeio por esta região montanhosa, não espere encontrar na Aigra Velha o boliço de outras paragens. 

Povoado pequeno, com pouco mais de meia dúzia de casas e um número reduzido de habitantes, é bem provável que chegue e parta sem avistar vivalma.

Com referências históricas datadas do Século 16, a Aigra Velha sempre foi terra de pastores. Se hoje em dia os rebanhos da aldeia são reduzidos, nos seus anos de história, centenas, milhares de cabras calcorrearam estas encostas e, com elas, os seus guardiões.

A configuração da aldeia traz-nos à memória estes tempos, em que a pastorícia era a principal fonte de rendimento destas gentes.

Uma única rua, que a cada final de dia era fechada, por forma a proteger os habitantes e seus animais dos perigos da montanha, salteadores ou lobos. Há já algumas décadas, porém, que os lobos foram extintos da Serra da Lousã mas, de geração em geração, passam as histórias aterrorizadoras dos seus ataques aos rebanhos.

Outra característica peculiar era a existência de ligações internas entre as várias casas e esconderijos entre as cozinhas e os currais.

Esta particularidade foi fundamental para a população preservar as suas colheitas e alimentos sempre que os fiscais do Estado Novo vinham em busca de confiscar os seus recursos.

Aqui, sempre se trabalhou de sol a sol. Os rebanhos saíam para a montanha antes do raiar do dia, regressando apenas ao ocaso.

Quem ficava pela aldeia, trabalhava os campos, preparava as novas culturas. Se a época exigia mais braços para trabalhar, estendiam-se lençóis brancos no descampado e, no dia seguinte, os habitantes da aldeia sobranceira, Povorais, apareciam bem cedo, em auxílio dos “vizinhos”.

Trabalho não faltava, mas a verdade é que estes dias longos tinham sempre uma alegria contagiante, boas merendas e rico vinho.

Eram, afinal de contas, momentos de confraternização.

A par com a pastorícia e a agricultura, também a apicultura preenchia o quotidiano dos aldeões.

Aninhados nas encostas viradas a Sul, mais soalheiras e melhor resguardados dos ventos fortes, os cortiços, peças simples mas bem elaboradas, protegiam as colónias de abelhas que, ano após ano, brindavam os seus cuidadores com o seu ouro, o mel.

Tudo se aproveitava, tudo se guardava:

As castanhas e os enchidos iam para o caniço, que é como quem diz, o fumeiro. O milho, o trigo e o centeio para as grandes arcas. A carne para a salgadeira ou potes de banha. As cabras sempre tinham leite e deste fazia-se o queijo que, mais fresco ou bem duro de tão seco estar, sempre acompanhava uma côdea de broa, feita no forno a lenha da família.

Das poucas videiras fazia-se o vinho que duraria o ano inteiro e também a alambicada de uva morangueira.

A água, tal como hoje, brotava em cada pequeno vale.

Gente pobre mas que sempre tinha comida na mesa.

De uma lista de grandes homens e mulheres que pisaram esta terra, gente de uma alma imensa e portadores de uma resiliência inabalável, destacam-se alguns grandes vultos da montanha. Fisicamente, já não estão connosco, mas as marcas deixadas vão além deste tempo, permanecem por uma era.

Gente que aqui criou uma simbiose perfeita. Que partilhou as suas alegrias e conquistas, as suas dores, o seu suor e as suas lágrimas com esta terra dura, ácida. Que tirou partido do que esta natureza tinha para dar mas que contribuiu com o seu trabalho para a tornar ainda mais frondosa.

​Diz-se que as Aigras são dos Claros. Os registos oficiais têm muito mais nomes, mas as histórias de quem vem e de quem vai provam que esta terra e este céu são, efectivamente, deles. Que em cada esquina se recordem os nomes dos três grandes mestres serranos e que, não só os seus nomes, mas também os seus ideais e ensinamentos sejam passados por gerações.

António Claro, Manuel Claro, André Claro. Para tantos, os três últimos gigantes desta nossa serra.

 
Penedos de Góis (1)
Penedos de Góis (1)

Penedos de Góis (6)
Penedos de Góis (6)

Penedos de Góis (2)
Penedos de Góis (2)

Penedos de Góis (1)
Penedos de Góis (1)

PENEDOS DE GÓIS

Ribeira dos Povorais (1)
Ribeira dos Povorais (1)

Ribeira dos Povorais (2)
Ribeira dos Povorais (2)

Ribeira dos Povorais (1)
Ribeira dos Povorais (1)

RIBEIRA DOS POVORAIS